Nestas férias tive uma experiência que me ensinou uma pequena lição, que eu não deveria estar tão ocupado a ponto de não poder parar um pouco para ajudar alguém. Neste dia em particular eu e outro irmão estávamos trabalhando na parte de trás do edifício da nossa igreja, tentando realizar certa quantidade de trabalho antes do final do dia, pois teríamos culto aquela noite.
Pouco antes naquele dia, eu cheguei à frente da propriedade para pegar algo no estacionamento do outro lado da rua em frente ao tabernáculo, e notei um homem num carro velho branco estacionado sob a única árvore do estacionamento. Ele estava sob o capô do seu carro, e aparentemente estava com algum problema mecânico que tentava resolver. Eu não dei muita atenção a isto, visto que minha mente estava em minha tarefa, e voltei para os fundos.
Mais tarde, por volta do meio-dia, fui de novo à frente pegar mais alguma coisa, e vi que o homem ainda estava lá, e desta vez ele tinha companhia. Dois jovens bem vestidos, de uma denominação bem conhecida, estavam com ele, aparentemente tentando convencer o homem, lendo um livro que eles tinham. Cheguei a uma distância que dava para ouvir a discussão, mas de alguma forma não me senti guiado a intervir, especialmente porque estava muito ocupado. Voltei novamente para trás.
Finalmente, no final do dia, quando nosso trabalho tinha terminado, o irmão e eu viemos ao estacionamento um tanto apressados, visto que eu tinha de deixá-lo em sua casa, e depois ir para casa me preparar para o culto daquela noite. Para minha surpresa, o homem ainda estava lá, desta vez sozinho, com a cabeça sob o capô. Honestamente falando, hesitei em ir ao seu auxílio, pensando em quão pouco tempo eu tinha antes do culto.
De alguma forma, acabei gritando para ele: “Está conseguindo?” Ele gritou de volta: “Na verdade, não! Preciso de uma ajudinha!” Agora, todos sabemos que o irmão Branham nos disse o quanto um coelho sabe sobre sapatos de neve, e é o quanto eu sei sobre motores de veículos (sem falsa modéstia). Ainda tentando escapar, gritei: “Mas não conheço muito sobre carros!” Ele gritou de volta: “Só preciso de ajuda para desapertar um parafuso!” Eu então fui até ele, ainda hesitante, mas estava feliz por ter ido.
Vim a descobrir que o homem tinha uma lesão nas costas que restringia o pleno uso das mãos, e ele não conseguia segurar a chave de fenda com força suficiente para soltar a abraçadeira de certa mangueira. (Senti-me muito mal neste momento). Ele parecia ter uma boa idéia de qual era o seu problema, mas precisava de ajuda para consertá-lo. Ele me orientou a soltar uma mangueira de borracha conectada a um filtro de combustível, que ele disse ser o problema.
Eu o fiz. Ele então passou a ligar a ignição para confirmar o problema. Ele me disse o que procurar: Se eu não visse nenhum combustível jorrando do filtro, então o filtro estava obstruído e precisava ser substituído. No entanto, quando ele virou a chave, o combustível fluiu normalmente.
Agora ele ficou perplexo. Não sabia o que fazer agora. Passou um tempo andando ao redor, coçando a cabeça. Ele tinha trazido um filtro novo do seu porta-malas, mas agora percebeu que aquele não era o problema. Ele então me pediu para ainda assim substituir o filtro, visto que eu já havia removido as mangueiras. Também fiz isto.
Depois que eu tinha feito, ele voltou para a ignição para ligá-la, um tanto desanimado, com a cabeça baixa, sabendo que não iria pegar. Enquanto ele caminhava, eu só disse no meu coração: “Senhor Jesus, por favor, ajude este homem!” Para sua surpresa, pegou normalmente. Para lhes dizer a verdade, fiquei tão surpreso quanto o homem.
Ele continuou andando ao redor do capô do carro, coçando a cabeça, repetindo a afirmação: “Alguma coisa aconteceu aqui.” Depois de um tempo, eu lhe disse o que eu havia dito em meu coração, e lhe disse que o Senhor teve misericórdia dele. Isso abriu amplamente uma porta para eu apresentá-lo a um profeta que eu disse que teve respostas à oração muito maiores do que essa, até para a ressurreição de mortos. Pelos próximos 20 minutos ou mais eu lhe falei deste grande ministério e do que o Senhor Jesus tem feito neste dia.
Corri até minha van e lhe trouxe um CD para testemunho: Que é o Espírito Santo? Os livros, William Branham, um Homem Enviado por Deus, e A Revelação de Jesus Cristo, e mais alguns folhetos. Ele os aceitou com gratidão. Quando lhe expliquei o que estava no CD, ele disse: “Quer me dizer que aquele homem de que você estava falando, sua voz real está nesse CD?” Eu disse: “Sim.” Ele o segurou um pouco mais apertado e disse: “Então, nem todo mundo tem um desses!” Eu sorri. Disse-lhe que era todo dele e para apreciá-lo. Seguimos então nossos caminhos, e o observei passando de carro.
A propósito, consegui chegar à igreja a tempo, e compartilhei a pequena experiência do testemunho com os crentes.
O Senhor abençoe a Gravações “A Voz de Deus” por nos prover esses CDs para testemunho.
Irmão Kye, Trinidad